"Ela se sentia só e se quer sabia das possibilidades que o mundo ainda poderia lhe trazer.
Seu corpo sem forma, sua voz que era grave demais para a de uma mulher e feminina demais para a de um homem.
Suas vestes sempre com um tom meio escuro, que remetia por vezes a uma garota enigmática e por outras como se realmente gostasse de esconder o que tinha por baixo daqueles tecidos, já que eram sempre folgados.
Mas ela realmente não tinha o melhor corpo e parecia saber disso ! Ela parecia saber de muitas coisas, mas sua sagacidade era opcionalmente suprimida.
Para entender as causas de seu comportamento o passado esclareceria facilmente, porém nunca tive essa regalia. Só ouvi breves comentários sobre incidentes que ela provocara, essa é a vantagem de se morar em cidade pequena - pouco mais de 302 habitantes - todos sabem da vida de todos.
Não sei porque tantos a odiavam ... seus pais de criação sempre agradeciam a um ser superior por terem recebido aquele presente em vida.
Mas a senhora Generosa, uma velha viúva que todos asseguravam ser a sábia do local, disse certa vez:
Aquela garota... Ela não veio sozinha ... Eu sempre soube desse fato, anda com o demônio, como uma criança anda com seu brinquedo !
E paradoxalmente eu lembro bem que mesmo depois de tudo que aconteceu naquele vilarejo ela sem demonstrar nenhum vestígio de rancor sobre aqueles homens que a condenavam, confessou:
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Ócio - criativo .
sexta-feira, 11 de julho de 2008
"Eu sou a mulher que o século XXI diz não estar preparado para receber.
Fui a estranha, a drogada, a feia, a louca ...
mas também, fui a feliz !
E essa intensidade me satisfaz."
Postado por Paulo ' às 5:07 AM 15 comentários
Marcadores: intensidade, mulher século XXI
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